quarta-feira, 13 de abril de 2011

Quatro elementos fundamentais de uma boa estratégia de informação


Nas implementações de BI com maior sucesso, todos funcionam juntos, influenciando-se e complementando-se.


Os dados recolhidos pelas empresas são, provavelmente, o seu ativo mais valioso. Todos os dias, as empresas recolhem grandes quantidades de informação corporativa, que precisam ser tratadas para recuperação rápida das atividades operacionais como, por exemplo, a emissão de faturas ou de listas de materiais, cortes de pagamentos ou elaboração de planilhas de balanço.
Os ambientes das aplicações empresariais e os sistemas de ERP gerem muitas destas funcionalidades. Contudo, à medida que se recolhe, processa, transforma e aproveita mais e mais informação, as empresas tendem a implementar quatro fases de desenvolvimento de soluções que lhes permitam obter informação útil e confiável, utilizada na tomada de decisões mais inteligentes.

PRIMEIRO ELEMENTO: Business Intelligence
Tradicionalmente, o BI era usado por analistas de negócio, para uma manipulação sofisticada dos dados. Embora este tipo de BI analítico seja crucial para uma estratégia de informação, a maioria das empresas começar a perceber que o efeito do BI pode ser multiplicado se os dados corporativos também forem disponibilizados aos trabalhadores de primeira linha, aos clientes e aos parceiros de negócio externos. É aquilo a que, atualmente, se chama “costumer-facing-BI” – o Business Intelligence a serviço dos clientes.
No entanto, chegar a um grande número de colaboradores operacionais apresenta os seus próprios desafios. À medida que a informação chega a usuários de todo o mundo, alcançar e manter uma segurança eficaz é muito mais complicado. Se o BI vai integrar todas as facetas de uma empresa, chegando não só a cada processo interno, como também àqueles que estão fora deles, a solução que o suporta deve obedecer a certos critérios.
Para começar, o BI deve ser fácil e intuitivo, para que os colaboradores sem perfil técnico possam acessar a informação instantaneamente. Deve ser rentável, para reduzir ao máximo os custos relativos a licenças e a formação. Deve ser personalizável, para que os usuários individuais possam ajustá-lo às suas necessidades específicas. Devem incorporar ferramentas que permitam acesso em tempo real, para dar resposta às necessidades de informação no nível operacional. Por último, a solução de BI deve proporcionar uma segurança suficientemente flexível, para que funcione com as infra-estruturas existentes, mas com potência para encarregar-se da segurança individual e proteger a informação sensível ou confidencial, a todo o momento.


SEGUNDO ELEMENTO: Gestão de desempenho
Uma solução de gestão do desempenho pode interligar, de um modo eficaz, objetivos financeiros estratégicos com iniciativas operacionais chave ou táticas, e medir e comunicar efetivamente a concretização destes objetivos para melhorar o desempenho corporativo geral.
No entanto, muitas soluções abordam os requisitos da gestão de desempenho apenas em uma perspectiva financeira. Fazem monitoramento eficaz do progresso dos seus resultados, como a rentabilidade e o benefício, mas não podem entrar facilmente nos sistemas que contêm informação realmente útil sobre as atividades-chave que contribuem para o alcance destes objetivos.
As medidas financeiras são, geralmente, indicadores vagos da gestão do desempenho. Quando uma empresa não tem bons resultados econômicos, pode significar que existem problemas gerais e é uma oportunidade para implementar melhorias significativas nos processos táticos, que podem ter influenciado a situação atual.
Os três níveis do BI – o estratégico (gestão do desempenho), o analítico (consultas ad hoc e processamento analítico [OLAP]) e o operacional (criação de relatórios operacionais, de produção e financeiros), devem trabalhar juntos para que todo o tipo de empresas, com diferentes dimensões, possa ter êxito.
Para tal, uma empresa deve contar com uma solução de gestão do desempenho que esteja bem integrada com a sua plataforma de BI e que admita a criação de relatórios analíticos e operacionais. Na maioria dos casos, as ferramentas de gestão do desempenho são soluções únicas e rígidas direcionadas à gestão, para os investidores. Não integram ou partilham informação com a solução de BI utilizada pela linha de negócio e pelos colaboradores da empresa.

TERCEIRO ELEMENTO: Análise avançada
Tradicionalmente, o software de Business Analytics (BA) era totalmente independente das soluções de Business Intelligence e utilizado por poucos estatísticos nos seus gabinetes. No entanto, cresce o número de empresas que compreendem que a tomada de decisões não se limita só aos executivos e altos cargos diretivos, já que quase todos os colaboradores (independentemente do seu cargo) tomam decisões diariamente, que afetam o desempenho empresarial de forma considerável.
Se todos os colaboradores aproveitassem o software analítico avançado quando tomarem decisões, os resultados serão imensos. Mas a pergunta é: como se pode alcançar vantagens de um modelo preditivo sem assustar os directores nem converter todos os usuários operacionais em analistas? Até agora, devido à sua natureza esotérica, o BA era domínio de alguns especialistas, incluindo matemáticos e estatísticos. Os projectos relacionados eram poucos e distribuía-se o resultado como documentação de investigação ou como arquivos com registos de marcações. Era um processo lento, entediante e que consumia muitos recursos. Não era sistemático e os arquivos de projetos e de dados misturavam-se entre os distintos utilizadores.
Para que as aplicações do modelo preditivo se apliquem bem aos utilizadores de negócio, esta complexidade deve ser eliminada. Os processos tradicionais devem ser simplificados e substituídos por abordagens mais intuitivas e orientados para o sistema. Isto concretiza-se dando aos usuários operacionais aplicações de qualificação que lhes permitam chegar a previsões simplesmente selecionando alguns parâmetros, em um formulário Web fácil de entender.

QUARTO ELEMENTO: A integridade dos dados
Uma das últimas coisas que as empresas assumem, à medida que a sua estratégia de informação cresce, e que deveria preceder todas as outras, é a importância da qualidade dos dados recolhidos.
As transações de negócio são a fonte mais habitual de geração de dados de uma empresa. Cada erro que se produza no processo de introdução da informação, por muito pequeno que seja, pode contribuir para contaminar os dados de toda a empresa.
Hoje, as transacções de negócio produzem-se a grande velocidade, com milhares de registros de dados transferidos entre empresas diariamente. Os computadores processam essas informações e introduzem, de forma dinâmica, os registos relacionados aos sistemas correspondentes. Contudo, esta automatização não corrige os erros. Na verdade, tende a misturá-los. Todas estas lacunas colocam em perigo a integridade da informação corporativa e aumenta, significativamente, os custos do negócio.
Se não se corrigem os dados, a informação e as consultas geradas através de um produto de Business Intelligence, as métricas refletidas nos sistemas de gestão de desempenho e as previsões realizadas com ajuda do software de análise perdem muito do seu valor, podendo enviesar as avaliações do desempenho corporativo e conduzir a más decisões de venda, apoio e outras atividades dirigidas aos clientes.

CONCLUSÃO
Os quatro elementos fundamentais de uma boa estratégia de informação, independentes e distintos, têm sobrevivido até aqui como aplicações autônomas. Contudo, nas implementações de BI com maior sucesso, todos funcionam juntos, influenciando-se e complementando-se. Daí a importância de contar com uma plataforma que proporcione uma infra-estrutura integral, que funcione como um quebra-cabeças de quatro peças. Cada elemento é independente e dá apoio a uma peça do jogo. Quando se unem as peças, as empresas voltam a ver a imagem completa.


Fonte: Site CIO - Estratégias de Negócios e TI para lideres corporativos por Manuel del Pino, diretor de Pré-venda da Information Builders Ibéria. Consultado em 14.04.2011, as 03:04h. Notícia extraída na integra no link: http://cio.uol.com.br/opiniao/2011/04/13/quatro-elementos-fundamentais-de-uma-boa-estrategia-de-informacao/. Ilustração minha.

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