terça-feira, 3 de maio de 2011

Guerra Insana: morte ou final de campeonato de futebol?


Eu teria motivos para comemorar se Osama Bin Laden tivesse convergido de seus caminhos. Usaria minha camisa da seleção Atleticana, os óculos da última festa anos 60 e a famosa e companheira vuvuzela. Isso sim seria uma surpresa. Sim, seria uma festa!

Na verdade meu caro, eu duvido que esta farofa pare por aí. Os militantes da causa Al-Qaeda são treinados em frieza e estratégias matematicamente calculadas. Matar e morrer é sinônimo de glória e honra para eles. O medo não irá paralisá-los, afinal, medo de que? A morte é filosofia de vida de um martire.

Naturalmente que assim como todo ser normal chamado de ‘gente’, meu instinto de justiça própria gritou dentro de mim desde o histórico 11 de setembro de 2001. Na tentativa de exercer o cristianismo dia-a-dia, reflito sobre o comportamento de Jesus em um encontro casual com o protagonista desta história.

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Considerando que “o escândalo da graça ressoa sob a superfície até que, finalmente, nas parábolas de Jesus, ela explode em uma dramática sublevação para a perspectiva moral” (Philip Yancey), e considerando ainda toda dor e sangue inocente derramado ao longo destes 10 anos, reflito: onde está o motivo de festa?
Caros celebrantes, peço-lhes ajuda. Minha ignorância impede que eu responda duas rudimentares perguntas:
1- Quem foi o mentor de Bin Laden?
2- Quem são os discípulos de Bin Laden?

O velho e sábio George Boole, matemático inglês do século XIX e precursor em sistemas de lógica, analisaria tais premissas e diria, creio eu, sobre este cenário apócrifo: “na-na-ni-na-ni-na-não! Não, o ‘de cujus’ Bin Laden não levou consigo todo seu legado para o fundo do oceano, se é que este é o verdadeiro enredo.”

Sábio era Gandhi que avisou a sociedade de que "Olho por olho e o mundo acabará cego". Ora, Alvarenga Neto, meu mentor em CG, há de concordar que idéias e ideologias aprendidas viram conhecimento tácito. Impossível construir ‘paz’ em tempos que a morte é comemorada como se fosse a final de um campeonato de futebol.


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Um comentário:

  1. Osama não viveu a vida dele por viver, ser reconhecido. Acredito que a visão dele era global. Ele queria a ascensão de um grupo, uma ideologia, e não a própria. Concordo que ele deixou um legado e que, infelizmente, ainda veremos muito sangue ser derramado.

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