sábado, 24 de dezembro de 2011

Impeachment ao “Sr espírito natalino”


Coisas boas acontecem nas vésperas do Natal, e coisas difíceis de compreender também. E é nesta época que certo personagem me intriga demasiadamente. Ora, devo preveni-lo que não me refiro ao menino Jesus e tão pouco ao Papai Noel. Tiro o chapéu para o ilustre “Sr. espírito natalino”.
O “Sr. espírito natalino” é pontual, sua visita é certa em vésperas de 25 de dezembro de todos os anos. Com um jeito bem mineirinho ele sempre chega sorrateiro e cativante, envolvendo-se com as pessoas e envolvendo umas com as outras. Suas táticas “Jedi by Star Wars” seduzem a grande maioria das pessoas. Até as de coração mais empedrados são tocadas por seus galanteios. Também pudera, é tudo tão colorido, iluminado, gostoso....as festas de final de ano não seriam as mesmas sem a participação do “Sr. espírito natalino”. As pessoas se beijam, se abraçam, distribuem sorrisos e felicitações até para desconhecidos. Pena que assim como no conto da Cinderela, ás 00:00h de todo dia 26 de dezembro ele precisa partir...correndo...
E é aí que eu me pego refletindo ciclicamente sem conseguir compreender porque o “Sr. espírito natalino” vai embora e porque os seus embrulhos de gentilezas se desfazem com a sua partida. Demasiadamente difícil e pesado para mim é tal coisa, diria o sábio Salomão. Sim, raso e frívolo, sem raízes e sem história, assim como muitos corações que se firmam na ideologia mercantilista de um natal emblemático. Promessas de felicidade "in vitro" disponíveis em prateleiras por businnes.

Mesmo sendo assim, um ser inanimado e substantivado pela cultura popular, um mito natalino, o “Sr espírito de natal” tem lá sua influência. É um tal de doar cestas para um natal sem fome, roupas para um natal sem frio, brinquedos para um natal feliz,  bolas “dente de leite” para um natal com pelo menos um chute, saquinhos de balas “puxa puxa” para um natal com cárie...ops!
Bem que disse o papai Geraldo: “ a barriga não dói uma só vez minha filha.”
Ora, não estou a reclamar das cestas, da roupas, dos brinquedos e demais doações. Apenas deixei escapar um abafado apelo que clama por sensatez. Como que em um sonho desejo que as doações sejam constantes, que as casas permaneçam coloridas e iluminadas todos os dias, que os corações estejam quebrantados sempre, que as mãos não se encolham nunca, que as pessoas se importem verdadeiramente, que o arroz com ovos seja motivo de agradecimento genuíno, e que os sorrisos sejam tão largos que façam doer as bochechas.
Ah o Natal de ‘N’ maiúsculo! Quero-o todos os dias! Escreve assim por se referir ao dia do nascimento de alguém muito especial, isto é, de Jesus, o Cristo.
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” Isaias 9:6

Diferentemente do “Sr espírito de natal”, Jesus Cristo não tem data anual para chegar. Para aqueles que O desejam, Ele está disponível a todo tempo e como ninguém Ele é o socorro bem presente. Seus embrulhos permanecem e seus ensinos perpetuam. Experimentar a beleza do Natal é crer que Jesus é o Filho do Deus vivo e que veio ao mundo para se identificar conosco. Ele tornou-se filho do homem afim de que os filhos dos homens se tornem filhos de Deus!
Sábio, idealista e revolucionário como ninguém, Jesus assumiu e nos desafiou a ser uma humanidade amorosa, abnegada, altruísta, ética e verdadeira, e isto, não periodicamente. É fato que o processo da construção do conhecimento tático vem pelo aprendizado diário. Bom seria se o uso dos bons costumes, da cordialidade e da boa educação fosse parte, culturalmente, do modo de ser e agir social. Bom seria se as alianças fossem verdadeiras e os relacionamentos transparentes, se os sorrisos fossem espontâneos, se os olhares fossem sinceros, se os abraços fossem apertados e os beijos carinhosos, se as mãos se encontrassem com firmeza e os braços trabalhassem com coragem, se os pés caminhassem firmes, se os joelhos se dobrassem em intimidade com Deus, e se os corações se encontrassem rumo ao verdadeiro alvo: Jesus. 
Impeachment ao “Sr espírito natalino”.
Dispensável a liturgia dos bons votos de ano novo. Deseje viver o Natal, o nascimento do Cristo Jesus, todos os dias.
Que o amor de Jesus inunde o nosso ser e que possamos amar mais, nos doar mais e viver o que realmente importa... o amor... afinal, como disse Tomáz de Aquino: "A medida do amor é amar sem limites". Vivas, então, ao verdadeiro motivo de comemoração, o Salvador Jesus. Feliz Natal hoje. Feliz Natal no restinho de 2011. Feliz Natal em 2012.

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2 comentários:

  1. Não há como não amar suas letras! Formidável seria o mínimo a dizer. Parabéns Tatiana! Great

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  2. Hello amigo Ramon. Obrigada por prestigiar. Enquanto não encontramos o caminho para aprender e ensinar o melhor caminho (ops...estranho isso não...), poderemos pelo menos tentar trazer reflexões! Se tentar vale algo...vamos tentar!
    Abç, paz e arte (by vc heheh)

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