quarta-feira, 8 de junho de 2011

Cenários

Foi uma bela manhã a de hoje, fria e nostálgica. Aquele sabor de dejavu fez valer a pena o sobre-salto do acordar atrasada. Entre uma aula e outra pensei numa bebida quente. Enfrentar a brisa fria da manhã para uma passada na lanchonete da universidade valeria a pena. Na falta de um expresso aceitei um copo de leite quente e extremamente doce. No meu pedido de espantar um pouco do frio junino a tia da lanchonete errou a mão. 

De um jeito bem mineiro, o sol ia se achegando entre os prédios e as árvores do pátio. Sem perceber a singeleza daquela visita, um cuidado de Deus, muitos o procuravam para se aquecer num composê de jeans, tênis, moletons, bonés, juventude e conversas sobre a fatídica semana de provas. O conhecido e o novo cenário.

Agora compreendi este sentimento de dejavú. Ainda ontem, em épocas de invernos na terrinha montanhosa, eu me reunia com ‘Os Fantardigos’ para tomar sol nas escadas do Mestre Zeca Amâncio, e também não O percebia. Por um momento desejei me sentar ao chão e falar sobre ‘isobutil, propil, propanil a casa caiu’, assim como naquela época. Risos, bobice dá um doce sabor à nostalgia.

Nem tão velha para que eu não possa me sentar ao chão, e nem tão nova para que eu não possa ser uma professora. Em tempos de obras por toda a capital mineira, meus pulmões agradeceram pelo profundo suspiro ao ar fresco desta manhã. E vejo, pois, que desde a Genesis, tudo que Deus fez continua muito bom.

Hora de voltar para o segundo horário.

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